Os indicadores do ensino médio da rede pública de Santa Catarina apresentaram avanço entre 2022 e 2025. Dados da segunda etapa do Censo Escolar 2025, divulgados na sexta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram redução no abandono escolar, na reprovação e no atraso escolar.

No estado, a taxa de abandono caiu de 5,7% para 3,9%, enquanto a reprovação recuou de 13,3% para 7,3%. Já a distorção idade-série, que mede o atraso escolar, diminuiu de 22,4% para 18,6%, indicando melhora na permanência e na trajetória dos estudantes.

Cenário nacional também apresenta avanços

Em todo o país, a reprovação no ensino médio público caiu 62% entre 2022 e 2025, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série foi reduzida em 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação cresceu 11%.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), os resultados refletem a implementação de programas como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, Escola em Tempo Integral, Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e mudanças no Enem.

Lançado em 2024, o programa Pé-de-Meia também é apontado como um dos fatores que contribuem para a melhora dos indicadores. Em Santa Catarina, 114.245 estudantes já foram beneficiados, sendo 52,5% do sexo feminino e 47,5% do sexo masculino.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que os dados mostram mais estudantes permanecendo na escola, avançando de série e concluindo os estudos no tempo adequado. Já o presidente do Inep, Manuel Palacios, ressaltou que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, evitando que cerca de 250 mil jovens deixassem de frequentar essa etapa de ensino.

Outro indicador positivo foi o aumento de 46% nas inscrições de concluintes da rede pública no Enem entre 2022 e 2025.

Os números também são confirmados pela Pnad Contínua Educação 2025, do IBGE. A taxa ajustada de frequência escolar líquida entre jovens passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior índice desde 2016.

Com isso, a parcela de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4% em apenas um ano, redução de 16,3%, superior à observada nos quatro anos anteriores.