Santa Catarina está prestes a inaugurar um novo capítulo na mobilidade aérea com o programa Voa+SC, que visa conectar a capital, Florianópolis, a pelo menos nove cidades do interior do estado. A iniciativa, resultado de uma licitação recente, terá a Azul Conecta, subsidiária da Azul Linhas Aéreas, como operadora dos voos regionais.
A expectativa é que as operações comecem em novembro, após a assinatura da ordem de serviço na primeira quinzena deste mês e um prazo de até 90 dias para a empresa aérea iniciar as atividades. Uma fase crucial que se inicia nos próximos dias envolve reuniões para definir a malha aeroviária detalhada, incluindo as cidades atendidas e a frequência dos voos.
O programa prevê até 160 horas de voo mensais ao longo de um ano, totalizando 1.920 horas voadas. O governo estadual estima que o modelo inicial contemple de dois a três horários de voo para cada cidade participante. A flexibilidade é uma característica marcante, com planos de ajustar a oferta de voos conforme a demanda e a sazonalidade turística, como aumentar a frequência para Blumenau durante a Oktoberfest e para Lages na época da Festa do Pinhão.
Para viabilizar o programa, o Estado oferecerá um subsídio de até R$ 11,7 mil por hora de voo, com um teto de R$ 22,5 milhões anuais. Esse aporte financeiro visa cobrir a diferença para garantir que as aeronaves decolam com assentos ocupados, embora o valor arrecadado com a venda de passagens seja descontado do subsídio. A estratégia do subsídio é fundamental para reduzir o custo das passagens, tornando-as significativamente mais acessíveis do que seriam sem o apoio governamental, que estima preços entre R$ 315 e R$ 825, dependendo da rota e duração do voo, que variam de 30 minutos a 1 hora e 50 minutos.
As rotas iniciais contemplam o Oeste catarinense com três cidades, a Serra e o Sul com duas cada, e o Vale e o Norte com uma cidade cada. As aeronaves a serem utilizadas são do modelo Cessna Grand Caravan EX, da Azul Conecta, com capacidade para nove passageiros. O objetivo a longo prazo é estimular a demanda por voos regionais, permitindo a utilização de aeronaves maiores e, eventualmente, a redução ou eliminação da necessidade de subsídios. As novas linhas também visam oferecer alternativas de deslocamento para executivos, moradores e turistas, fortalecendo a interligação entre as regiões do estado e a capital, que pode atuar como um hub para conexões nacionais e internacionais.

