O cenário político e jurídico de Santa Catarina tem sido palco de diversas movimentações recentes. Em Joinville, o 2º Juizado Especial Cível determinou a indenização de R$ 5 mil a um homem cuja vida privada foi exposta publicamente por um pastor durante uma confissão, destacando a importância do sigilo sacramental.
Em âmbito federal, um projeto do deputado Gilson Marques (Novo-SC) visa desburocratizar empresas, impedindo que conselhos profissionais exijam registros e anuidades de companhias cuja atividade principal não seja uma profissão regulamentada, mesmo que necessitem de responsáveis técnicos. Essa medida poderia beneficiar setores como frigoríficos, que muitas vezes são obrigados a registrar-se em conselhos de medicina veterinária, apesar de sua atividade principal ser a produção de alimentos.
Os desdobramentos do caso Mariana Ferrer continuam a gerar repercussão, com a Organização das Nações Unidas (ONU) cobrando explicações do Brasil sobre o andamento de medidas disciplinares e reparações à vítima, que foi vítima de estupro em Florianópolis em 2018. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que provas em processos por crimes sexuais são nulas se obtidas em desrespeito aos direitos fundamentais da vítima, uma decisão com repercussão geral para todo o país.
Na esfera ambiental, a Procuradoria-Geral Federal determinou o bloqueio de R$ 388.810,42 de um réu autuado por pesca ilegal na costa catarinense, resultando na morte de 37 aves marinhas ameaçadas de extinção. A UFSC também está discutindo políticas de enfrentamento à evasão estudantil, com mais de 50% dos ingressantes não concluindo os cursos, e de equidade de gênero, visando paridade em cargos de chefia e órgãos deliberativos.
Outras notícias relevantes incluem um acordo inédito entre a Justiça Eleitoral e a Polícia Civil de SC para garantir atendimento prioritário a mulheres vítimas de violência nas eleições, a reviravolta no caso do ministro Marco Buzzi do STJ, onde uma suposta vítima mudou seu depoimento, e o alto passivo de R$ 3,5 bilhões dos tribunais brasileiros com seus integrantes, com apenas os TJs de SC e Minas Gerais respondendo ao questionamento do CNJ. Por fim, pesquisas de opinião pública indicam uma inclinação majoritária dos catarinenses à direita, enquanto Florianópolis se destaca nacionalmente em rankings de prestação de serviços públicos nas áreas de Saúde e Proteção Social.

