Florianópolis se consolidou como uma das principais referências do Brasil na prevenção ao HIV. A capital catarinense alcançou o segundo lugar entre as capitais no indicador “PrEP:HIV”, com índice de 13,38 — quase três vezes superior à média nacional, que é de 5,01, segundo dados do Ministério da Saúde.

O indicador mede a relação entre pessoas que utilizam a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e novos casos de HIV registrados. Na prática, significa que, para cada novo diagnóstico na cidade, mais de 13 pessoas estão em uso ativo da estratégia preventiva, capaz de reduzir em até 99% o risco de infecção quando seguida corretamente.

O resultado é reflexo direto das políticas públicas adotadas pela rede municipal de saúde, que tem ampliado o acesso à prevenção e ao tratamento. Entre as ações estão:

Do ponto de vista epidemiológico, especialistas apontam que um índice acima de 3 já indica tendência de queda nos casos. Com 13,38, Florianópolis supera com folga esse parâmetro.

Trata-se da maior redução acumulada entre as capitais brasileiras nesses indicadores.

Além disso, em 2025, o município recebeu reconhecimento nacional:

Os resultados são sustentados pela chamada prevenção combinada, que integra diferentes estratégias:

Desde 2018, mais de 6,1 mil pessoas iniciaram o uso da PrEP na cidade. Atualmente, cerca de 2,7 mil seguem em uso contínuo.

Florianópolis conta com uma rede estruturada para ampliar o acesso à prevenção:

A distribuição de autotestes cresceu cerca de 52% até outubro de 2025.

Pessoas diagnosticadas com HIV podem iniciar o tratamento:

O município também inovou com a entrega de medicamentos pelos Correios, garantindo sigilo e comodidade. Cerca de duas mil pessoas já utilizaram o serviço.

A cidade também participa de estudos sobre novas formas de prevenção, como a PrEP injetável, ampliando as possibilidades no combate ao HIV.

A meta da Secretaria de Saúde é expandir ainda mais o acesso à informação e aos serviços, garantindo que a prevenção chegue a todas as regiões da capital.