Mais de 5,5 milhões de eleitores catarinenses terão a tarefa de escolher, em 4 de outubro de 2026, os dois senadores que representarão Santa Catarina em Brasília pelos próximos oito anos. A disputa contará com 13 candidatos, cujos perfis e propostas serão apresentados aos eleitores. A votação para o Senado ocorrerá durante o primeiro turno das eleições gerais, que também elegerá outros cargos importantes.

O Senado Federal é composto por representantes de todos os estados e do Distrito Federal, com cada unidade da federação possuindo três senadores. O mandato de cada senador é de oito anos, com renovações escalonadas. Nas Eleições de 2026, dois senadores serão escolhidos em Santa Catarina, enquanto em 2030, apenas um será eleito. As atribuições de um senador incluem a fiscalização do Poder Executivo, a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e a aprovação ou rejeição de indicações presidenciais.

A lista de candidatos para as duas vagas de senador por Santa Catarina em 2026 inclui nomes com diversas trajetórias políticas. Entre eles, destacam-se Afrânio Tadeu Boppré, vereador em Florianópolis e ex-vice-prefeito da capital catarinense; Ana Lucia da Silveira Machado, professora que concorre pela primeira vez; Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente; Caroline Sant'Anna, que busca uma vaga após concorrer em 2022; Caroline Rodrigues de Toni, deputada federal mais votada em SC em 2022 e atual presidente da CCJ da Câmara; e Décio Nery de Lima, ex-presidente do Sebrae-SC e ex-prefeito de Blumenau.

Outros postulantes são Esperidião Amin Helou Filho, atual senador e ex-governador do estado; Jeferson da Rocha, produtor agropecuário que tenta pela primeira vez o cargo de senador; Joaninha de Oliveira, servidora aposentada que já disputou outros cargos eletivos; Antídio Aleixo Lunelli, deputado federal e ex-prefeito de Jaraguá do Sul; Marcos Dorval Schmitz, servidor público federal em sua primeira candidatura; e Túlio de Amorim Pfuetzenreiter, empresário que já concorreu a vereador. Marlene de Souza Soccas, odontóloga e militante sobrevivente da ditadura militar, também se candidata, com um histórico de luta por memória, verdade e justiça.

Para facilitar o processo de votação, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem uma "cola eleitoral" com os números anotados, uma vez que o uso de celulares é proibido dentro da cabine de votação. A votação para senador exige a digitação do número do candidato (três dígitos) e a confirmação, com a conferência de foto, nome, número e partido.