Florianópolis foi a capital brasileira com o maior crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC). Santa Catarina também teve resultados positivos. Apesar do aumento nos índices, especialistas alertam que é essencial melhorar a aprendizagem dos alunos.
Os indicadores mostram que Santa Catarina registrou evolução em todas as etapas. O maior avanço proporcional foi no ensino médio. Na rede municipal de Florianópolis, a avaliação também demonstrou progresso. A capital catarinense liderou o ranking de crescimento do Ideb entre as capitais do país, tanto nos anos iniciais quanto nos finais do ensino fundamental.
A Secretaria de Educação de Florianópolis atribuiu os números ao empenho de professores e diretores escolares, além de medidas práticas implementadas na rede de ensino. "Todo o 5º ano nosso passou a ser tempo integral. Isso é algo significativo que gerou um grande impacto. Ampliação de aulas de língua portuguesa e matemática, material estruturado, e formação de professores foram essenciais para esse novo currículo", declarou Thiago Peixoto, secretário de Educação de Florianópolis.
A nota do Ideb combina as taxas de aprovação do censo escolar com o desempenho dos estudantes em provas aplicadas a cada dois anos, visando medir a qualidade do aprendizado. "Nos últimos 20 anos, trabalhamos em três frentes: no acesso, na trajetória e na proficiência. O Ideb agora e os exames nacionais vão focar na proficiência, e toda a estratégia do MEC com estados e municípios, junto à sociedade civil, precisa ser fortalecida para melhorar a aprendizagem dos alunos brasileiros", declarou Leonardo Barchini, ministro da Educação.
A aprendizagem é também uma preocupação de organizações independentes no Brasil, como a Todos pela Educação. "Hoje, temos estudantes concluindo a educação básica com níveis ainda muito baixos de aprendizagem. Será fundamental que, nos próximos anos, a aprendizagem esteja no centro das políticas educacionais", afirmou Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais da organização.
Recentemente, no ensino médio público, o Brasil alcançou um aumento de 4,1 para 4,3, marcando o maior índice desde 2005, embora ainda esteja distante da meta de 5,2, que deveria ter sido alcançada em 2021.
O índice é formado por duas informações e apresenta resultados em uma escala de 1 a 10: Taxa de aprovação/fluxo escolar: porcentagem de alunos que não repetiram de ano;Notas do Saeb: prova de português e matemática aplicada a alunos do 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.Especialistas argumentam que a reprovação indiscriminada aumenta o risco de abandono escolar, sugerindo a implementação de sistemas de recuperação para que o estudante possa progredir sem lacunas no conhecimento. Em resumo, não é suficiente apenas passar o aluno de ano; é preciso garantir que ele esteja aprendendo.

